​O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE) de São Bento do Sul iniciou a semana discutindo o futuro do saneamento básico na cidade. Nesta segunda-feira (4), a diretoria da autarquia recebeu representantes da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (ARIS) para debater alternativas para regiões onde o sistema convencional de coleta de esgoto ainda não é viável.

​Tecnologias em Pauta

​O diretor-geral da ARIS, Adir Faccio, apresentou modelos de tratamento individual que priorizam a sustentabilidade e a viabilidade econômica em áreas de baixa densidade populacional:

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  • Zona de Raízes (Wetlands): Um sistema que utiliza plantas para filtrar e tratar o esgoto doméstico de forma natural.
  • Biodigestores Individuais: Sistema onde o SAMAE realizaria a manutenção periódica e a retirada do lodo (aproximadamente a cada seis meses).

​O diretor-presidente do SAMAE, Osvalcir Peters, destacou que o município já possui estudos em andamento sobre essas soluções e que o suporte técnico da ARIS é fundamental para tirar os projetos do papel.

​Meta: Ampliar os 65% de cobertura

​Atualmente, São Bento do Sul conta com cerca de 65% de cobertura de rede de esgoto. Segundo Paulo Schirkowski, diretor do setor de esgoto da autarquia, o objetivo de adotar sistemas alternativos é justamente levar o serviço para locais tecnicamente difíceis, aumentando esse índice.

​Debate Regional em Julho

​A visita também rendeu frutos para toda a região. Foi proposta a realização de um encontro regional, organizado pelo SAMAE e pela ARIS, previsto para o mês de julho. O evento servirá para ampliar a discussão sobre saneamento alternativo entre os municípios vizinhos.

​A iniciativa reforça o compromisso de São Bento do Sul com a preservação ambiental e a saúde pública, buscando soluções eficientes tanto para o centro urbano quanto para as áreas rurais.